CII

Comitê de Imprensa Internacional (CII)

Como cidadãos globais, não devemos possuir apenas a ótica do captador-emissor, mas a do receptor consciente do importante papel que a comunicação detém na sociedade e, por consequente, na política internacional. Com efeito, a realidade do alcance das notícias está mudando com a globalização, uma vez que ela não mais se encontra subscrita a regionalismos, adentrando o alcance mundial. A atividade jornalística se volta cada vez mais para sua vocação internacional visando atingir públicos em várias partes do mundo. O futuro do jornalismo é ser cada vez mais global e digital. O fluxo de informações em tempo real força as relações globais a tomar um novo patamar de ação, sendo responsável pela construção de sistemas de respostas instantâneos a crises e eventos internacionais relevantes. A notícia se torna ferramenta ou fonte, a depender de cada caso, e essa situação exige do transmissor uma maior atenção ao contexto, bem como uma preocupação com sua própria segurança, por muitas vezes.

Todavia, como quase todos os veículos acessam as mesmas notícias distribuídas pela rede, temos como consequência o fenômeno da circularidade da informação. A imensidão de inovações tecnológicas levou a prática do jornalismo a um panorama cuja singular saída é a criatividade do jornalista, para se diferenciar da grande divulgação de notícias semelhantes. E nesse sentido, diz-se que alguns pontos do jornalismo clássico estão convalescendo devido às novas tecnologias e permitindo que a criatividade seja utilizada para a criação de um novo fazer jornalístico.

Realmente, o fazer jornalístico se transformou no século XXI – sobretudo nos últimos anos, com o avanço tecnológico dos smartphones; até os meios audiovisuais sentiram essas transformações. De fato, se realizarmos uma apreciação sobre as transformações provocadas pela internet perceberemos que, de certa forma, ela amparou verdadeiramente o exercício jornalístico. Além de facilitar o acesso às informações, o contato com fontes e a pesquisa e a apuração de fatos, também ampliou o alcance e a possibilidade de distribuição da informação jornalística.

Entretanto, a melhor forma de experimentar e vivenciar a imersão no mundo do jornalismo internacional é se tornando um correspondente estrangeiro ou um enviado especial ao exterior – experiência que a SOI poderá te proporcionar! Para isso, em 2018 o Comitê de Imprensa Internacional simulará três veículos de comunicação, sendo um jornal impresso (Le Monde), um canal audiovisual (NHK) e um jornal tabloide para Mídias Sociais (Herald Sun).

Nessa perspectiva, conheça um pouco sobre cada plataforma jornalística simulada pelos delegados da imprensa nessa edição da SOI:

Le Monde @lemondefr

O Le Monde é um jornal diário que, desde dezembro de 1944, foi referência na imprensa de língua francesa. Foi fundado pelo jornalista francês Hubert Beuve-Méry.

Disponível em mais de 120 países, são distribuídos mais de 400 mil exemplares e lido por cerca de 2 milhões de leitores, todos os dias na França. É um dos jornais mais importantes e amplamente respeitados do mundo.

O Le Monde também é uma empresa de imprensa que cuida da divulgação de múltiplas publicações, as quais compartilham a mesma preocupação com a independência e a qualidade. Os escritores têm a liberdade de apresentar suas próprias visões, o que resulta em um jornal sem um posicionamento ideológico definido.

NHK @nhk_radiojapao

A NHK (Nippon Hōsō Kyōkai, em português, Corporação de Radiodifusão do Japão) é a única emissora pública do Japão, tendo iniciado suas transmissões radiofônicas em 1925. A NHK é financiada através do pagamento de taxas provenientes de lares que possuem aparelhos de TV, tendo como objetivo possibilitar transmissões idôneas, livres da influência política ou de organizações privadas, e dando prioridade à opinião do público telespectador.

Atualmente, a NHK efetua transmissões dentro do território japonês através de 4 canais de TV e outros 3 de rádio. Os canais de TV Geral e Educativa, que formam o núcleo do serviço de transmissão terrestre de TV, e os 3 canais de rádio oferecem notícias, programas educativos, entretenimento familiar, entre outros. Já os 2 canais via satélite possuem uma programação flexível que engloba uma ampla gama de temas. Somando-se a isso, a NHK WORLD efetua serviços de transmissão internacional.

The Herald Sun @theheraldsun

O tablóide australiano The Herald Sun tem a cidade de Melbourne como base e circula desde 1840, inicialmente sob o nome de The Port Phillip Herald. Apenas em 1990 passou a circular com o nome atual, após diversas fusões com outras mídias. O jornal serve primeiramente o estado australiano de Victoria, mas pode ser comprado em todo país e na Tasmânia. Atualmente, mais de 4 milhões de pessoas são alcançadas pelas versões digitais e físicas do tablóide.

A missão do The Herald Sun é levar para os lares australianos notícias quentes e opiniões pesadas. O maior jornal de Melbourne é publicado de segunda a sábado, possuindo ainda uma edição especial aos domingos, o Sunday Herald Sun.

Em 2007, envolveram-se em controvérsia na Austrália, após dois de seus jornalistas serem condenados pela Corte do Condado de Victoria por não apresentarem quem eram suas fontes em um furo que envolvia o governo australiano, o que gerou uma grande discussão e uma mudança na lei do país, para proteger as fontes jornalísticas.

Links Recomendados (em inglês):

Site do Le Monde: http://www.lemonde.fr/ (em francês)

Site da NHK: https://www3.nhk.or.jp/nhkworld/pt/

Site do Herald Sun: http://www.heraldsun.com.au/ (em inglês)

Diretores Acadêmicos

Eduardo Madruga e Souza

Marcelo Nogueira Moreno Filho

Vinícius Marques de Macêdo

Diretores Assistentes

André Filipe Pessoa da Fé

Andreia Luiza Siqueira Tavares

Heloisa da Cruz Barbalho

Leticia Leite de Paiva

Marília Vivian de Moura Costa

Renata Tenório de Melo

Ruston Gabriel Fernandes Liberato

Thaís Machado dos Santos

Tutora

Lizete Barbosa da Nóbrega

Guia de Estudos:

Manual de Estudos:

Manual de Estudos – CII 2018

REFERÊNCIAS

NETZEL, Mateus. Editor acredita em crescimento do jornalismo internacional. 2013. Disponível em: <http://www.observatoriodaimprensa.com.br/news/view/_ed768_editor_acredita_em_crescimento_do_ jornalismo_internacional>. Acesso em: 21 nov. 2015.

FLIZIKOWSKI, Marcio. O desafio do jornalismo no século 21. Observatório da Imprensa: Você nunca mais vai ler jornal do mesmo jeito. São Paulo, 25 maio 2004. Diretório Acadêmico, p. 1-1. Disponível em: <http://observatoriodaimprensa.com.br/diretorio-academico/o-desafio-do-jornalismo-no-seculo-21/>. Acesso em: 12 dez. 2015.