Comitê de Imprensa Internacional
Chega a ser lugar comum dizer que, com o advento da globalização, o mundo “tornou-se pequeno”. Neste ponto, a mídia teve um papel fundamental na tarefa de levar outros universos, outrora tão distantes, para os lares da população dos lugares mais longínquos. Apesar disto, ainda não se tem uma dimensão precisa do tamanho do mundo.
Quem tem sua voz impressa nas páginas dos grandes jornais ou seus rostos exibidos nas emissoras de televisão internacionais? Participar do comitê de imprensa da SOI pode não significar a completa subversão dos valores vigentes na grande mídia, mas simboliza – além de experimentar o exercício experimental do jornalismo – a prática profissional que queremos ter.
Neste contexto, o jornalista deve atentar para a linha editorial do veículo que representa, mas também precisa buscar a apuração correta e coerente dos fatos. Deve recorrer às mais diversas fontes e ter jogo de cintura suficiente para expressar nas entrelinhas aquilo que nem sempre pode ser dito abertamente – obedecendo aos seus próprios interesses políticos, econômicos e sociais.
Em jogo, estão discussões que englobam o contexto geopolítico de diversas nações. É função do jornalista fiscalizar a ação dos governos quanto a tais temas e até direcionar o rumo dos debates. Além de ser fundamental para a formação da opinião pública da comunidade internacional, é comum que assuntos importantes passem a ser pautados uma vez que são expostos através da mídia.
Na SOI, há o espaço óbvio para os relatos factuais da ação dos comitês, mas também se pretende a reflexão acerca de temas relevantes. É por isso que será aberto um espaço para artigos de opinião elaborados por especialistas que dizem respeito às pautas dos comitês internacionais.
Também será estimulada a experimentação multimídia, com conteúdos para jornal impresso, internet e audiovisual. Ainda devem ser feitas, durante o evento, coletivas de imprensa com a participação de vários veículos. É aí que perguntas bem elaboradas dos jornalistas são fundamentais para tentar mover a opinião pública. Se quiser, o repórter pode também tentar entrevistas exclusivas com as autoridades presentes.
Aí será capaz de dar maior credibilidade ao discurso dos Estados Unidos no Programa da ONU para o Desenvolvimento (PNUD) ou dar voz à nação cigana na Organização das Nações e Povos não Representados. É por isto que convocamos todos os aspirantes a repórteres internacionais para que esta SOI seja uma experiência inesquecível.










