ECOSOC

Conselho Econômico e Social das Nações Unidas (ECOSOC)

Frente ao grave contexto de negligência social e invisibilização reafirmados nos protestos na Esplanada dos Ministérios de 2017 no Brasil e no levantamento da ONU, ao apontar que 10 anos após a Declaração Dos Direitos dos povos Indígenas os massacres contra líderes de tribos e defensores dos direitos humanos se agravam a nível global, comunidades inteiras seguem sendo vítimas de discriminação e ausência de serviços básicos. Falta de acesso à saúde e educação, perda de terras, enfrentamento desproporcional a maiores índices de pobreza, diminuição da expectativa de vida, privação do conhecimento, são apenas alguns dos problemas que atingem fortemente as comunidades indígenas.

A situação atual é catastrófica, uma vez que essa população é vítima do maior genocídio da história. À exemplo disso, tem-se o caso do Brasil, em que, no último século, a quantidade de povos indígenas passou de 4% da população total para 0,4%[2]. A vulnerabilidade em que se encontram esses grupos na atualidade é a consequência da perpetuação da violência física e simbólica aos índios, ultrapassando sua origem colonizadora e seguindo em processo de aculturação e ferimento de direitos para com essas comunidades por toda sua trajetória histórica, estrutural e internacional.

A existência indígena é símbolo de resistência, de luta e de historicidade, e, portanto, é irrefutável a necessidade de reafirmar seus direitos e preservar sua cultura. Por isso, o ECOSOC será simulado na XIX Simulação de Organizações Internacionais, discutindo uma problemática de extrema importância:

TEMA ÚNICO: “Marginalização dos povos indígenas: genocídio cultural e desenvolvimento econômico.”

É por meio desse viés que a ação de organismos como o Conselho Econômico e Social das Nações Unidas (ECOSOC), exercem sua relevância. Estabelecido desde 1945 como um dos seis principais organismos das Nações Unidas, o ECOSOC tem como principal objetivo atuar como coração da organização pelo avanço das três dimensões de desenvolvimento sustentável, em seus pilares econômico, social e ambiental[3]. Esse organismo internacional busca ser a plataforma central para a reunião de discussões inovadoras, fornecendo consenso para o progresso, direcionando o trabalho econômico e social da ONU e desenvolvendo pesquisas sobre essas questões[4].

Ademais, ressalta-se a importância da construção de um debate democrático pelos delegados, primando pelo respeito à dignidade da população indígena e garantia do mínimo de condições para que possam desenvolver por completo sua individualidade.

Além disso, destaca-se o ineditismo do ECOSOC, nunca antes simulado na Simulação de Organizações Internacionais, busca-se contribuir para uma maior visibilidade da problemática, construindo conhecimento e senso crítico em âmbito acadêmico.

Filmes Relacionados:

  1. Avaeté – Semente da Vingança (1985), 1h46min, Diretor: Zelito Viana.

Sinopse disponível em: <http://www.adorocinema.com/filmes/filme-223643/>. Acesso em dez. 2018.

  1. Brincando Nos Campos do Senhor (1991), 3h9min, Diretor: Hector Babenco

Sinopse disponível em: <http://www.adorocinema.com/filmes/filme-39813/>. Acesso em dez. 2018.

Documentários Relacionados:

  1. Serras da Desordem (2006), 2h10min, Diretora: Andrea Tonacci.

Sinopse disponível em: <http://www.adorocinema.com/filmes/filme-139180/>. Acesso em dez. 2018.

  1. O Povo Invisível (2007), 1h33min, Diretores: Richard Desjardins e Robert Monderie.

Sinopse disponível em: <https://www.imdb.com/title/tt1277142/?ref_=nv_sr_1>. Acesso em dez. 2018.

Livros Relacionados:

  1. BROWN, Dee. Enterrem meu coração na Curva do Rio. Rio de Janeiro: L&PM, 2010.

Sinopse disponível em:  <https://www.skoob.com.br/enterrem-meu-coracao-na-curva-do-rio-1519ed2044.html>. Acesso em dez. 2018.

REFERÊNCIAS

[1] Site oficial ONU no Brasil. Disponível em: <https://nacoesunidas.org/direitos-indigenas-ainda-sao-violados-10-anos-depois-de-declaracao-historica-dizem-especialistas-da-onu/>. Acesso em dez. 2018.

[2] Site oficial do Conselho Indigenista Missionário. Disponível em: <https://cimi.org.br/2018/09/cimi-alerta-para-risco-de-genocidio-de-povos-indigenas-em-evento-da-onu/>. Acesso em dez. 2018.

[3] Site oficial ONU no Brasil. Disponível em: <https://nacoesunidas.org/conheca/como-funciona/ecosoc/>. Acesso em dez. 2018.

[4] Site oficial da ECOSOC. Disponível em: <https://www.un.org/ecosoc/en/home>. Acesso em dez. 2018.

Diretora Acadêmica:

Débora Donida da Fonseca

Diretores Assistentes:

Isabela Pinto Lucena Bezerra

Mariana Limeira Mecenas

Maria Eduarda Gomes Vieira

Saulo José de Sena Silva

Vinícius Marques de Lima

Tutora:

Beatriz Costa da Silveira Barros