Muro israelense na Cisjordânia não passará por Battir

barreira israelense na Cisjordânia, batizada de 'muro do apartheid' pelos palestinos, não passará pelo vilarejo palestino de Battir, célebre por seu antigo sistema de irrigação romano e seus terraços agrícolas, segundo documentos do Supremo Tribunal israelense divulgados neste domingo (4).

Os habitantes do vilarejo, a sudoeste de Jerusalém, sobre a Linha Verde de demarcação, entraram com um recurso em 2012 ante a Justiça israelense contra o projeto do Ministério da Defesa que previa que o muro atravessasse os terraços, de mais de 2 mil anos, que ainda são cultivados.

O local foi classificado em junho passado pela Unesco como patrimônio mundial em perigo.

O Supremo Tribunal anunciou que o Ministério da Defesa desistiu de construir o muro em Battir: "A posição do ministério é de que a construção da barreira nesse local, embora seja importante do ponto de vista da segurança, não é uma prioridade".

A construção do muro começou em 2002, por causa de uma série de atentados. Dois terços da barreira, que terá 712 km de extensão, já foram concluídos. Um total de 85% da mesma ficam na Cisjordânia, isolando 9,4% do território palestino, incluindo Jerusalém Oriental, ocupada e anexada, segundo a ONU.

A Corte Internacional de Justiça (CIJ) julgou a construção ilegal em julho de 2004, e exigiu a sua derrubada, assim como a Assembleia Geral da ONU.

A ONG Amigos da Terra do Oriente Médio (FoEME), que havia entrado com a petição juntamente com habitantes do vilarejo, classificou a decisão da Justiça de 'uma vitória importante, uma luz de esperança para um futuro melhor' naquela região.

A Autoridade de Parques e Natureza israelense, bem como colonos, também criticaram a construção do muro em Battir, uma vez que o mesmo isolaria colônias localizadas ao sul de Jerusalém.

Fonte: http://g1.globo.com/mundo/noticia/2015/01/muro-israelense-na-cisjordania-nao-passara-por-patrimonio-palestino.html

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