Genebra tem nova ronda de negociações sobre a Síria

Leda Letra, da Rádio ONU em Nova York. 

Começou esta terça-feira, em Genebra, uma série de consultas sobre a Síria, com o objetivo de tentar "operacionalizar" o Comunicado de Genebra. O documento criado há quase três anos prevê um governo de transição para o país árabe.

O enviado especial da ONU para a Síria, que é o mediador da rodada de conversas, explicou que as consultas não devem ser confudidas com "negociações de paz".

Discrição

Staffan de Mistura falou com jornalistas na capital suíça e destacou que nas próximas cinco ou seis semanas serão realizadas várias discussões "separadas, fechadas e discretas" sobre a crise na Síria.

De Mistura explicou que participam mais de 40 grupos sírios, além de integrantes do governo, cerca de 20 representantes regionais e internacionais, incluindo países vizinhos e os cinco países-membros permanentes do Conselho de Segurança.

População

O enviado da ONU quer "ouvir o ponto de vista de todos" sobre como acabar com o conflito na Síria. De Mistura destaca que as consultas terão a presença de mulheres sírias, de vítimas, de representantes da sociedade civil, além de líderes religiosos e comunitários.

Staffan de Mistura disse que a "ONU nunca abandonará a Síria" nem o povo do país, mesmo quando a situação parecer "terrivelmente difícil ou até mesmo uma missão impossível".

Seriedade

Ele citou a "tragédia enfrentada pela população síria" e para ele, quando o assunto é o país árabe, "nunca há um momento perfeito para conversas". Mas para de Mistura, isso "não deve ser desculpa" para se esperar pelo momento ideal, enquanto as "vítimas são reduzidas a estatísticas".

Segundo o enviado da ONU, as consultas são um "esforço sério e intenso" e após a rodada, serão avaliados os progressos e decididos próximos passos. De Mistura explicou tratar-se de um trabalho necessário, antes que se chegue a uma mesa de negociações.

FONTE: Rádio das Nações Unidas

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